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ADOPT-DTV

Inquérito da Universidade Lusófona sobre TV digital
Quarta, 05 Janeiro 2011 10:27

92% dos Portugueses não sabe quando vai ser desligado o sinal analógico terrestre de TV, a um ano do fim da transmissão

Num inquérito da responsabilidade da Universidade Lusófona é estimado que cerca de 92% dos Portugueses com mais de 18 anos desconheça quando vai ser desligado o sinal analógico de televisão, a um ano do fim da transmissão da TV terrestre analógica nas regiões onde reside a maior parte da população Portuguesa – previsto para 12 de Janeiro de 2012. Assim, apenas 7,8% dos participantes identificaram correctamente 2012 como o ano do desligamento do sinal analógico de TV terrestre – processo também conhecido por switchoff . Por outro lado, 85,4% dos inquiridos afirmaram não saber quando tal vai acontecer, 6,1% indicaram o ano de 2011 como a data do desligamento e 0,7% apontaram o ano de 2013.

Estes são alguns dos primeiros resultados de um inquérito quantitativo aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa em meados de Novembro de 2010, sendo esta amostra constituída por 1.205 indivíduos. O inquérito faz parte do projecto de investigação “ADOPT-DTV: Barreiras à adopção da televisão digital no contexto da transição da televisão analógica para o digital em Portugal” (PTDC/CCI-COM/102576/2008), que tem como principal objectivo compreender quais são os principais factores de adopção e rejeição de uso do serviço de televisão digital no contexto de transição da televisão analógica para a digital em Portugal, na perspectiva das principais partes interessadas. O projecto é coordenado pelo Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT) da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em parceria com a ANACOM e o OBERCOM, sendo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

Download PDF - "ADOPT-DTV - Inquérito quantitativo: primeiros resultados"



ATITUDES EM RELAÇÃO AO SWITCHOFF

Os custos associados à TV digital são a preocupação dominante manifestada pelos respondentes ao inquérito, com 60,6% dos inquiridos a concordar com a afirmação “A minha principal preocupação são os custos que vou ter com esta mudança”. Segue-se do conjunto de afirmações pré-definidas sobre o processo de switchoff, a preocupação com as questões práticas associadas à TV digital, como a cablagem a instalação do equipamento, com 49,8% de todos os inquiridos a manifestarem a sua preocupação quanto a este aspecto.

Destaque para os 53,7% de inquiridos que concordam a frase “Acho que este processo deveria ser mais demorado, dando mais oportunidade às pessoas para adquirirem mais informação” e ainda para os 48,3% que concordaram com a afirmação “Estou surpreendido – não sabia que o sinal analógico de TV ia ser desligado em breve”.



TIPO DE ACESSO A TV E INTERESSE NA TV DIGITAL

Dos 1198 inquiridos que afirmaram ter televisão em casa, 45,3% responderam não ter televisão paga em casa, o que corresponde 543 indivíduos da amostra. Destes últimos, 96,7% afirmaram ter TV analógica, enquanto que 1,8% dos inquiridos afirmaram receber o sinal de TV por uma parabólica e 1,1% afirmaram receber televisão digital terrestre, com 0,7% a optarem por não responder e 0,2% dos inquiridos a identificarem outro tipo de acesso.

Sobre o interesse na TV digital, pediu-se a todos os inquiridos que indicassem até que ponto estão interessados nesta tecnologia de transmissão de sinal de televisão, sendo que 0 significa “Nada interessado” e 10 significa “Muito interessado”. Deste modo, 8,6% dos inquiridos indicaram não ter interesse ou ter pouco interesse na TV digital (0 a 4 valores). Os moderadamente interessados (5 e 6 valores) representaram 26,7% da amostra, enquanto que 58,5% dos inquiridos manifestaram ter interesse ou muito interesse na TV digital (7 a 10 valores), com 6,2% dos inquiridos a optar por não responder.



INTENÇÃO DE AQUISIÇÃO OU SUBSCRIÇÃO DE TV DIGITAL

Aos 525 inquiridos sem TV paga e com recepção de TV analógica por antena tradicional perguntou-se se estavam a considerar comprar equipamentos ou subscrever um serviço para receber TV digital nos próximos 12 meses (P.28):
- 45,5% não sabem ou não respondem se têm intenção de adquirir equipamentos e/ou serviços de TV digital,
- 34,1% dos inquiridos afirmaram não ter intenção de adquirir nenhum dos principais equipamentos e/ou serviços de TV digital.
De notar que a data prevista para o desligamento total do sinal analógico é a 26 de Abril de 2012, na sequência da 1ª fase e 2ª fase do switchover, que decorrem respectivamente a 12 de Janeiro e a 22 de Março de 2012.

Ainda, 23,4% destes inquiridos afirmaram ter intenção de compra ou subscrição de equipamentos ou serviços para acesso a TV digital:
- 8% dos respondentes a optar pela compra de uma caixa descodificadora de TDT e 7,8% a optar pela aquisição de um televisor com TDT integrada;
- já em relação à subscrição de serviços de TV digital, 5,8% pensam optar pela subscrição de TV por cabo, 1,3% consideram a possibilidade de ter TV por fibra óptica,  0,4% ponderam a opção TV satélite e nenhum dos inquiridos identificou a opção “IPTV-ADSL”.



ADOPÇÃO DE TELEVISÃO DIGITAL TERRESTRE (TDT)


Dos inquiridos sem TV paga e com recepção de TV analógica via antena, 53,1% não sabem ou não respondem quando pensam comprar um televisor ou caixa descodificadora de TDT, enquanto que 30,5% destes inquiridos afirmaram que o fariam só quando for obrigatório. Ainda, 12,4% destes inquiridos afirmaram que nunca irão comprar um televisor ou caixa descodificadora de TDT.

Quanto ao principal motivo para ter TDT, 36,5% dos inquiridos sem TV paga e que recebem TV analógica por uma antena tradicional não sabem ou não respondem a esta questão. Das opções identificadas no inquérito, 25,7% dos inquiridos apontaram o corte do sinal analógico como principal motivo para ter TDT. A qualidade de imagem e som foi apontada como principal motivo por 13,7% destes inquiridos e 1,9% identificaram o acesso gratuito a TV de alta definição. A sublinhar que 23,6% destes inquiridos afirmaram não encontrar nenhum motivo para ter TDT.



ATITUDES DOS INQUIRIDOS SEM MOTIVO PARA TER TDT/ TV DIGITAL

Aos 124 inquiridos que responderam não ter motivo para ter TDT – o que representa 10,3% da amostra total deste estudo – pediu-se que manifestassem o seu nível de concordância com um conjunto de afirmações que visavam compreender melhor o porquê da sua aparente rejeição de adopção da TDT e TV digital.

Assim, a questão dos custos foi a mais apontada, com 77,9% destes participantes a concordarem com a afirmação “Quero continuar a ter TV mas é uma questão de custos”. A dificuldade em saber o que fazer para ter TDT é identificada em segundo lugar, com 62,1% destes inquiridos a concordar com a afirmação “Não sei como ter TV digital em casa: é tudo muito complicado”.

De notar que há uma percentagem significativa destes inquiridos que manifestaram rejeitar a mudança para a TV digital:
- 46,8% dos inquiridos que responderam não ter motivo para ter TDT concordaram com a afirmação “Não quero TV digital em minha casa” (58 indivíduos = 4,8% da amostra total);
- 40,2% dos inquiridos que responderam não ter motivo para ter TDT concordaram com a afirmação  “A televisão não é importante para mim e não vou ter o trabalho de fazer a mudança para a TV digital” (50 participantes no estudo = 4,1% da amostra total).



ASSUNTOS PARA CAMPANHA DE INFORMAÇÃO SOBRE TDT

Quanto ao tipo de assuntos que os inquiridos consideram importantes obter esclarecimento numa campanha de informação sobre a TDT, em primeiro lugar surge “tarifários e custos associados”, com 46,7% dos participantes no estudo a seleccionarem esta opção. Segue-se a opção “O que é a TV digital e a Televisão Digital Terrestre”, com 45,6% dos inquiridos a identificarem estes tópicos como importantes. Como realizar a conversão dos equipamentos foi apontada por 31,3% dos respondentes, enquanto que 31,1% identificaram como usar a TV digital como um tópico importante a ser respondido numa campanha de informação.



MAIS SOBRE O PROJECTO ADOPT-DTV

Para além deste inquérito, o projecto ADOPT-DTV integra mais três estudos empíricos, a saber:
- estudo etnográfico junto de uma amostra de 30 famílias residentes nas zonas-piloto do switchoff;
- entrevistas com partes interessadas/ stakeholders no campo da TV digital;
- estudo de usabilidade, para proceder à análise comparativa da eficácia e satisfação dos principais sistemas de TV digital.

Ao longo de 2011, a equipa de investigação do projecto ADOPT-DTV vai proceder a uma análise mais detalhada dos dados apurados através deste inquérito – porém, entendeu-se ser importante divulgar de imediato estes primeiros resultados, tendo em consideração o seu potencial contributo para o processo de switchover em Portugal.



DADOS METODOLÓGICOS

Universo
: O Universo é constituído por indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal Continental.

Amostra
: A amostra é constituída por 1.205 indivíduos.
Os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade, Instrução (homens), Ocupação (mulheres), Região e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais.
A informação foi recolhida através de entrevista directa e pessoal, em total privacidade.
Os trabalhos de campo decorreram entre os dias 12 e 23 de Novembro de 2010, e foram realizados por 68 entrevistadores, recrutados e treinados pela GfK. A recolha incidiu nos dias úteis entre as 18H e as 22H e nos fins-de-semana durante todo o dia.


 

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