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Entrevista - APD
Quarta, 06 Abril 2011 15:29

Entrevista - APD (2010-11-08)

1. Quais os principais argumentos que podem convencer os telespectadores portugueses a voluntariamente adoptarem a TV digital?

Melhores condições de recepção, acesso, uso das novas tecnologias, acessibilidade aos conteúdos por parte das pessoas com deficiência. 

2. O que pode motivar ou incentivar os Portugueses mais reticentes a adquirirem um televisor ou uma caixa descodificadora de TV digital? 

Preços compatíveis com o rendimento dos agregados familiares. Em casos de baixo rendimento e já que a decisão é obrigatória, os descodificadores devem ser gratuitos.

3. A compra de televisores ou de caixas descodificadoras deve ser subsidiada? Em caso de resposta positiva, quem deve beneficiar da subsidiação?

Sim. As pessoas com deficiência, os beneficiários de pensões sociais, do rendimento de inserção, do rendimento mínimo garantido, devem receber gratuitamente este equipamento, já que a transição é obrigatória e irá condicionar o acesso de muitos agregados familiares e este meio de comunicação.

4. Quais os principais obstáculos ou barreiras à plena adopção de TV digital em Portugal? 

Custo e falta de informação.

5. O facto do 5º canal gratuito não ser lançado, à partida, antes da data do switch-off – previsto para 26 Abril de 2012 - é prejudicial ao sucesso da adopção TV digital? 

Julgamos que não, a maior parte dos cidadãos portugueses desconhece que está a ser lançado um 5.º canal gratuito.

6. Que recomendações faria no sentido de contribuir para um processo bem sucedido de conversão do sistema analógico de TV para o digital? 

Que fosse tida em consideração as dificuldades criadas aos portugueses pelas medidas de austeridade, que fossem consideradas as necessidades das pessoas com deficiência e finalmente que houvesse uma boa campanha de informação sobre as razões e as vantagens para a mudança para o sistema TV digital.

7. Como chegar às pessoas de idade, com baixa literacia tecnológica e com necessidades especiais?

No caso das pessoas idosas vai ser difícil convencê-las das vantagens da TV digital. Para além de a qualidade da imagem e do som não ser de importância fundamental, a necessidade de ter de adquirir um receptor ou um novo aparelho de televisão. No caso das pessoas com deficiência será necessário divulgar amplamente as vantagens em termos de funcionalidades que irão garantir melhor acessibilidade aos conteúdos. 

8. Como avalia a comunicação que está a ser feita em relação à conversão da televisão analógica para o digital?

Pouco visível. São muito poucos os portugueses que sabem que a partir de 2012 vai ser necessário ter um descodificador ou comprar um novo equipamento de televisão e ainda são menos os que conhecem as vantagens da TV digital.

9. O que fazer com o dividendo digital, ou seja, com o espectro radioeléctrico disponível após o desligamento do sinal analógico? 

Desconhecemos. A informação a que se poder ter acesso através da Internet é escassa e repetitiva.

10. Como caracteriza a estratégia dos governos portugueses no domínio da televisão digital?

Desconhecemos se houve qualquer estratégia. 

11. Qual deve ser o papel do operador de serviço de público de televisão – RTP?

A RTP tem obrigação de assegurar, para além da qualidade cultural dos seus serviços, que estes sejam plenamente acessíveis a pessoas com deficiência.

12. Qual deve ser o papel do regulador – ANACOM?

A ANACOM deve regular a boa qualidade dos serviços oferecidos pelos canais de televisão.

13. Qual deve ser o papel do operador da rede de TDT – Portugal Telecom?

Assegurar a boa qualidade dos serviços sem pretender enriquecer à custa de um serviço do qual vai ser a única gestora.

 

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