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Entrevista - APAP
Quarta, 06 Abril 2011 20:41

Entrevista - APAP (2010-10-29)

1. Quais os principais argumentos que podem convencer os telespectadores Portugueses a voluntariamente adoptarem a TV digital?

O problema é antes de mais de inevitabilidade. A transição vai existir e quem não se preparar deixará de ter acesso à TV que sempre teve. Em qualquer caso, os argumentos de melhor qualidade de imagem e som e algumas das características que já hoje metade da população tem quando acede através de ZON, MEO, CABOVISÃO, etc. (parar e recomeçar emissão, mais canais, etc.), também podem ser valorizados.

2. O que pode motivar ou incentivar os Portugueses mais reticentes a adquirirem um televisor ou uma caixa descodificadora de TV digital?

Mais uma vez a opção que esse portugueses têm é a de adaptar o seu equipamento ou quebrar com uma rotina de muitos anos, que lhes faz companhia, que os faz sentirem ligados ao mundo, ter temas de conversa. Informação e entretenimento. Há um motivador emocional muito forte.

3. A compra de televisores ou de caixas descodificadoras deve ser subsidiada? Em caso de resposta positiva, quem deve beneficiar da subsidiação?

Em certos casos sim. Quem não tem as condições mínimas de adquirir o novo equipamento. Provavelmente muitos deles serão idosos a viver no interior do País (onde a taxa de penetração do pay TV é mais baixa)

4. Quais os principais obstáculos ou barreiras à plena adopção de TV digital em Portugal?

Falta de condições económicas e falta de informação.

5. O facto do 5º canal gratuito não ser lançado, à partida, antes da data do switch-off – previsto para 26 Abril de 2012 - é prejudicial ao sucesso da adopção TV digital?

Não penso que seja o mais relevante em toda esta problemática.

6. Que recomendações faria no sentido de contribuir para um processo bem sucedido de conversão do sistema analógico de TV para o digital?

Boa comunicação. Tanto ao nível nacional como local. Alinhamento dos vários stakeholders envolvidos tanto ao nível das mensagens como dos meios envolvidos e acções. (As estações de televisão, fabricantes, retalhistas, autarquias, entidades reguladoras, PT, EDP, Estado, etc.)

Apoio financeiro nos casos mais complicados.

7. Como chegar às pessoas de idade, com baixa literacia tecnológica e com necessidades especiais?

Isso fará parte da estratégia de comunicação escolhida. O núcleo familiar e outros “agentes” de confiança (o poder local formal e informal, os agentes de electrodomésticos, mas sobretudo as “caras” conhecidas da televisão) deverão desempenhar um papel fundamental.

E, na nossa opinião, esta é a questão-chave na estratégia de comunicação a adoptar e no investimento global. E muito mais fácil comunicar e informar a população urbana, activa e com alto grau de literacia e que de alguma forma já tem internet em casa, nomeadamente via assinatura de pacotes com opções digitais de TV. São as pessoas acima identificadas - infelizmente uma percentagem significativa da população portuguesa -, que não podem ser excluídas do processo de transição e que ditarão o sucesso cabal da operação.

8. Como avalia a comunicação que está a ser feita em relação à conversão da televisão analógica para o digital?

Não vimos nenhuma. O que nos parece preocupante face ao timing definido, nomeadamente quando confrontados com os exemplos de alguns países que já o fizeram com sucesso: começaram muito mais cedo, comunicaram em varias etapas e em crescendo e o investimento foi significativo.

9. O que fazer com o dividendo digital, ou seja, com o espectro radioeléctrico disponível após o desligamento do sinal analógico?

Não me ocorrem sugestões.

10. Como caracteriza a estratégia dos governos portugueses no domínio da televisão digital?

Não tenho conhecimento detalhado de qual a estratégia seguida a não ser a do alinhamento pelo rumo que toda a Europa tomou. Embora mais tarde. Se há uma evolução tecnológica e a entrada num novo paradigma, parece-me inevitável não ficar de fora.

11. Qual deve ser o papel do operador de serviço de público de televisão – RTP?

Não muito diferente dos outros operadores. Informar, ajudar a enquadrar positivamente esta mudança.

12. Qual deve ser o papel do regulador – ANACOM?

Acrescido. Esclarecer. Informar. Mobilizar. Fazer convergir comunicação. Assegurar, com o apoio de todos os stakeholders, que não ficará um único cidadão excluído.

13. Qual deve ser o papel do operador da rede de TDT – Portugal Telecom?

Colaborar. Potenciar comunicação.

14. Gostaria de adicionar outros comentários ou recomendações relativos ao processo de switch-over da TV digital em Portugal?
Penso que o essencial está respondido.

 

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