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Entrevista - APIT
Quarta, 06 Abril 2011 20:55

Entrevista - APIT (2010-10-26)

1. Quais os principais argumentos que podem convencer os telespectadores Portugueses a voluntariamente adoptarem a TV digital?

A melhoria da qualidade de imagem e som que a TDT introduzirá será, concerteza, um óptimo argumento, mas sem duvida que o aparecimento de um 5º Canal seria a alavanca determinante. 

2. O que pode motivar ou incentivar os Portugueses mais reticentes a adquirirem um televisor ou uma caixa descodificadora de TV digital?

A motivação é, como sabemos, muito impulsionada pela novidade, contudo, nos casos em que tal implica despender dinheiro (ainda para mais em algo que, anteriormente, tinham gratuitamente) não costuma ser tão eficaz, pelo que terá de existir mais qualquer coisa. O 5ª Canal marcava a diferença, até porque iria aumentar a produção nacional que é do agrado da grande maioria dos espectadores.

3. A compra de televisores ou de caixas descodificadoras deve ser subsidiada? Em caso de resposta positiva, quem deve beneficiar da subsidiação?

Sim. Deve ser subsidiada para todos, em especial para aqueles que não possuam qualquer outro acesso aos 4 canais nacionais, ou seja, aqueles que vão ser “obrigados” a mudar, quando nenhuma outra oferta já existente os persuadiu. A esses, o incentivo terá de ser o de “oferecer” o novo serviço.

4. Quais os principais obstáculos ou barreiras à plena adopção de TV digital em Portugal?

O maior problema deste tipo de transições é o facto de obrigar a uma acção. Ou seja, a passividade do espectador implicará a perda dos 4 canais. Ele terá de optar, de actuar e se não for bem “assediado” e “motivado”, acabará por deixar de ver televisão. Pode perder-se espectadores com esta mudança, e isso é muito preocupante.

5. O facto do 5º canal gratuito não ser lançado, à partida, antes da data do switch-off – previsto para 26 Abril de 2012 - é prejudicial ao sucesso da adopção TV digital?

Muitíssimo! O 5ª canal fazia toda a diferença. Era algo que alavancaria essa migração, precisamente pela novidade que introduziria no mercado audiovisual.

6. Que recomendações faria no sentido de contribuir para um processo bem sucedido de conversão do sistema analógico de TV para o digital?

Não sendo possível o 5º Canal (pelo menos em tempo útil para a transição), nem a plataforma paga da TDT (cujo titulo habilitador foi aparente e erradamente revogado) que impunha um maior investimento em produção nacional, o estimulo será muito mais difícil. As recomendações passam por alterar as duas condicionantes anteriores. Sem elas será tudo muito mais difícil.

7. Como chegar às pessoas de idade, com baixa literacia tecnológica e com necessidades especiais?

Através de uma forte campanha de sensibilização, quer nos canais de televisão, quer em outdors, folhetos e explicações “cara a cara”.

8. Como avalia a comunicação que está a ser feita em relação à conversão da televisão analógica para o digital?

Muito diminuta ou inexistente.

9. O que fazer com o dividendo digital, ou seja, com o espectro radioeléctrico disponível após o desligamento do sinal analógico?

Esse dividendo deve ser reservado para o 5ª canal que, mais tarde ou mais cedo, terá de se concretizar. È fundamental para os Produtores de conteúdos e para o espectador que beneficiará de uma oferta mais quantificada e qualificada.

10. Como caracteriza a estratégia dos governos portugueses no domínio da televisão digital?

A admitir que ela existe, tem sido pouco corajosa e com muitos altos e baixos.

11. Qual deve ser o papel do operador de serviço de público de televisão – RTP?

Deve ser a “base” da campanha de promoção e sensibilização da TDT. A RTP deverá dedicar especial tempo a essa divulgação, até pelos tipos de públicos que abrange, e que são, em alguns horários, exactamente aqueles que são mais difíceis de motivar para a migração.

12. Qual deve ser o papel do regulador – ANACOM?

A ANACOM deve fiscalizar e regular todo o processo, assegurando a transparência do mesmo.

13. Qual deve ser o papel do operador da rede de TDT – Portugal Telecom?

Sendo um dos grandes interessados deste processo, cabe-lhe o papel principal na divulgação e comparticipação Financeira.

14. Gostaria de adicionar outros comentários ou recomendações relativos ao processo de switch-over da TV digital em Portugal?

Rápida resolução da questão do 5º canal, o que se faz, após a decisão judicial, com indispensável vontade politica.

 

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