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Entrevista - APMP
Quarta, 06 Abril 2011 21:07

Entrevista - APMP (2010-11-16)

1. Quais os principais argumentos que podem convencer os telespectadores portugueses a voluntariamente adoptarem a TV digital?

A TV Digital é um meio de transmissão televisiva que disponibiliza melhor qualidade de imagem e som, com possibilidade de emitir em alta definição. Para a população que ainda tem televisores muito antigos, terá que adquirir o descodificador compatível com a tecnologia DVB-T e com a norma MPEG4/H.264, mas as vantagens são muitas: melhor resolução de imagem, qualidade do som, possibilidade de interactividade, entre outras.

2. O que pode motivar ou incentivar os Portugueses mais reticentes a adquirirem um televisor ou uma caixa descodificadora de TV digital?

Os consumidores deverão adquirir um equipamento receptor para conversão do sinal digital em analógico, e deverão ser informados das vantagens que existem tanto em termos da qualidade de serviço prestado, como na perspectiva do gestor de espectro.

3. A compra de televisores ou de caixas descodificadoras deve ser subsidiada? Em caso de resposta positiva, quem deve beneficiar da subsidiação?

Deverá haver uma lógica de parcerias público-privadas a fim de fomentar a implementação da TV digital em todos os lares portugueses.

4. Quais os principais obstáculos ou barreiras à plena adopção de TV digital em Portugal?

Os primeiros obstáculos prendem-se com a duração que pode levar este processo a ser implementado. Previa-se que a recepção analógica para digital durasse vários anos (cerca de 10 anos, no mínimo, de acordo com o panorama europeu mais optimista), em virtude das profundas alterações no parque de receptores por ela exigida.

Existem também diversos obstáculos em termos sociais e económicos, podendo mesmo referir-se como obstáculos a idade e o género dos utilizadores (influência social, expectativas de esforço financeiro, auto-eficácia, ansiedade).

O sucesso da TV digital decorrerá, em grande parte, da presença dos operadores históricos – RTP, SIC, TVI neste processo.

5. O facto do 5º canal gratuito não ser lançado, à partida, antes da data do switch-off – previsto para 26 Abril de 2012 - é prejudicial ao sucesso da adopção TV digital?

Sem informação.

6. Que recomendações faria no sentido de contribuir para um processo bem sucedido de conversão do sistema analógico de TV para o digital?

Um processo de conversão do sistema analógico de TV para o digital, passa pelo grande consumidor, ou seja dar ao público consumidor a um pacote de mais-valias significativas, refira-se portanto a disponibilização de receptores a preços competitivos.

7. Como chegar às pessoas de idade, com baixa literacia tecnológica e com necessidades especiais?

A população com televisão digital é basicamente composta por jovens e adultos urbanos, tornando-se difícil explicar as potencialidades da TV digital à faixa etária dos seniores, info-excluidos, e com necessidades especiais; assim deverá existir um acréscimo de informação disponível, mais transparente e uma aposta nas novas potencialidades oferecidas pela televisão digital e que poderão ser usufruídas por estes públicos.

8. Como avalia a comunicação que está a ser feita em relação à conversão da televisão analógica para o digital?

Embora exista um papel do regulador e de outras entidades com uma forte comunicação no sentido de informar e esclarecer dúvidas, a informação prestada deverá ser o mais abrangente possível de forma a chegar a todo o publico, nomeadamente as pessoas com baixa literacia tecnológica.

9. O que fazer com o dividendo digital, ou seja, com o espectro radioeléctrico disponível após o desligamento do sinal analógico?

Após o chamado desligamento analógico (que se prevê que em Portugal aconteça em 2012 ?) uma larga faixa do espectro radioeléctrico será "libertado" ou "desocupado. Tendo em conta as directivas e estudos para harmonizar esta questão, parece-nos que Portugal poderia seguir o caminho de outros países, que é a atribuição da faixa de frequências para comunicações móveis de banda larga, para que os operadores móveis possam expandir as suas redes.

Tendo em conta que existe uma perspectiva a nível europeu de decisões idênticas, existiria assim uma harmonização a nível europeu quanto a esta questão.

10. Como caracteriza a estratégia dos governos portugueses no domínio da televisão digital?

Pelos estudos efectuados, parece que a penetração da televisão digital é muito baixa em Portugal, comparativamente com os restantes países europeus, assim o governo deverá continuar a consolidar esforços para a sua implementação.

O Governo deverá concretamente promover a redefinição do modelo de desenvolvimento da plataforma Televisão Digital Terrestre (TDT) e a sua efectiva operacionalização, e como anteriormente referido deverá existir uma parceira publica-privada para os incentivos à compra de caixas receptoras.

11. Qual deve ser o papel do operador de serviço de público de televisão – RTP?

O desafio da RTP, é enorme e deverá assumir como prioridade o desafio gigantesco de processar a transição da gravação dos conteúdos em fita magnética para um método que procede à gravação em servidores. A RTP está a desenvolver um projecto pioneiro, na organização da aplicação de novas tecnologias nesta área e assim deverá continuar.

Além disso, relembrar que o Serviço Público de televisão não pode ficar indiferente ao advento da televisão interactiva, os canais públicos devem procurar desenvolver uma política a favor da coesão social.

12. Qual deve ser o papel do regulador – ANACOM?

O Regulador, a ANACOM, deverá continuar a informar e a estabelecer as regras de forma clara e transparente com vista à sua boa definição. Deverá promover sessões de debate, esclarecimento e reflexão aos interessados sobre as questões que levanta a TV digital em Portugal.

13. Qual deve ser o papel do operador da rede de TDT – Portugal Telecom?

Sem informação.

14. Gostaria de adicionar outros comentários ou recomendações relativos ao processo de switch-over da TV digital em Portugal?

Sem informação.

 

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