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ADOPT-DTV

Terceiro inquérito da Universidade Lusófona sobre TV digital
Quarta, 12 Outubro 2011 18:13

Apenas 3% dos Portugueses sem TV paga têm TDT, a 3 meses do início do “apagão” da TV analógica


DADOS-CHAVE DO ESTUDO
  • 38.3% dos inquiridos não possuem TV paga em casa
  • 92.4% dos inquiridos sem TV paga afirmaram receber TV analógica, via antena tradicional
  • 3% dos inquiridos sem TV paga afirmaram receber televisão digital terrestre (TDT)
  • 62% dos inquiridos sem TV paga desconhecem que em 2012 está previsto o desligamento do sinal de TV analógica terrestre
  • 43.9% dos inquiridos sem TV paga afirmaram que o seu televisor não é compatível com a TDT e 41.5% responderam não saber se é compatível
  • 55.4% dos inquiridos sem TV paga responderam não saber o que fazer para ter TDT
  • 46.4% dos inquiridos sem TV paga e com TV analógica terrestre não sabem ou não responderam se pensam adquirir equipamentos ou serviços de TV digital nos próximos 12 meses
  • 37.2% dos inquiridos sem TV paga e com TV analógica terrestre responderam que pensam adquirir um televisor ou caixa descodificadora só quando for obrigatório
  • 39.3% dos inquiridos sem TV paga e com TV analógica terrestre responderam que o principal motivo para ter TDT é porque o sinal analógico de TV vai ser desligado em breve

 A 3 meses da data prevista para o início do desligamento da emissão TV analógica terrestre, apenas 3% dos Portugueses sem TV paga afirmam ter televisão digital terrestre (TDT), de acordo com uma estimativa de um novo inquérito sobre TV digital da responsabilidade da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.            

O trabalho de campo decorreu de 16 a 27 de Setembro de 2011, junto de uma amostra representativa da população Portuguesa com mais de 18 anos, constituída por 1.207 inquiridos, dos quais 99.6% tem televisão em casa, ou seja, 1.202 pessoas. Destes 1.202 participantes com TV, 61.7% afirmaram ter TV paga em casa (P.3), o que corresponde a 742 inquiridos. Deste modo, 38.3% dos inquiridos não possuem TV paga em casa, o que equivale a 460 participantes no estudo.            

Quando questionados sobre que tipo de acesso a TV gratuita possuem (P.6), destes 460 inquiridos do novo estudo que responderam negativamente à questão “tem TV paga”, 92.4% afirmaram receber TV analógica através da antena tradicional (425 inquiridos), 3% indicaram ter TDT (14 inquiridos), 2.6% referiram receber TV gratuitamente através de parabólica e 2.6% não sabem ou não responderam a esta questão. De notar que num estudo anterior da Universidade Lusófona realizado em Novembro de 2010 e divulgado em Janeiro de 2011, do conjunto de inquiridos que indicaram não ter TV paga, 96.7% afirmaram ter TV analógica terrestre, enquanto que 1.8% afirmaram receber o sinal de TV por uma parabólica e 1.1% afirmaram receber TDT, com 0.7% a optarem por não responder e 0.2% dos inquiridos a identificarem outro tipo de acesso. Deste modo, entre Novembro de 2010 e Setembro e 2011 verifica-se uma ligeira subida da percentagem dos que afirmam ter TDT, que passou de 1.1% para 3% dos inquiridos sem TV paga.            

Recorde-se que a primeira fase do desligamento da TV analógica terrestre está prevista para 12 de Janeiro de 2012, tendo impacto na maior parte da faixa litoral de Portugal continental, onde reside a maioria da população Portuguesa. Já a segunda fase do desligamento está planeada para 22 de Março de 2012 nas regiões autónomas dos Açores e Madeira e, finalmente, a terceira e última fase deve decorrer no restante território a 26 de Abril de 2012, de acordo com o calendário fixado pela Anacom em Junho de 2010.      



TV DIGITAL E TDT – CONHECIMENTOS BÁSICOS            

Dos 460 inquiridos do estudo de Setembro de 2011 que não possuem TV paga, 62% desconhecem que está previsto o desligamento do sinal de TV analógica terrestre em 2012 (P.14). Assim, 56.5% responderam não saber para que ano está previsto o “apagão” da TV analógica terrestre, 4.3% indicaram o ano de 2011, 38% apontaram correctamente 2012, 0.9% referiram ser o ano de 2013, enquanto que 0.2% indicaram outro ano[1]. Em relação aos resultados apurados no inquérito de Novembro de 2010, regista-se um aumento substancial da percentagem de inquiridos que indicou correctamente 2012 como o ano do desligamento do sinal analógico de televisão: no estudo do ano passado, apenas 7.8% dos participantes identificaram correctamente 2012 como o ano do switchoff, enquanto 85.4% dos inquiridos afirmaram não saber quando tal vai acontecer, 6,1% indicaram o ano de 2011 como a data do desligamento e 0.7% apontaram o ano de 2013.           

Sobre a familiaridade com os termos e expressões-chave associadas à TV digital (P5.A), em primeiro lugar, 78.2% dos participantes conhecem ou já ouviram falar de TV digital. Num segundo estudo da Lusófona realizado em Janeiro deste ano e divulgado em Março, 75.5% responderam afirmativamente a esta questão, pelo que se verifica um ligeiro acréscimo neste indicador. Já sobre o termo “televisão digital terrestre”, em Janeiro de 2011, 46.1% dos inquiridos afirmaram já ter ouvido falar desta plataforma de distribuição de sinal de TV digital, enquanto que no inquérito de Setembro passado, 72% dos inquiridos responderam já ter ouvido falar de TDT, o que representa uma subida assinalável num intervalo de 8 meses. Ainda de referir que 14.3% dos inquiridos responderam conhecer a expressão “switchover digital” neste último estudo, enquanto que em Janeiro de 2011, 11% responderam já ter ouvido falar desta expressão.           



TV DIGITAL E TDT – QUESTÕES PRÁTICAS           

De modo a apurar o nível de conhecimento sobre as questões práticas relacionadas com a recepção de TDT em casa, questionou-se os inquiridos sem TV paga se sabem se a sua televisão actual pode receber o sinal da TDT (P.10), ao que 43.9% afirmaram que o seu televisor não é compatível e 41.5% responderam não saber, enquanto que 14.6% indicaram que é compatível.           

Sobre se a respectiva zona de residência tem cobertura de TDT (P.11), 70.4% dos participantes no inquérito sem TV paga responderam não saber se podem receber TDT, 18.7% afirmaram que a sua zona de residência não está coberta e 10.9% responderam que estão cobertos por esta tecnologia de distribuição de sinal de televisão.

Ainda, perguntou-se a estes 460 participantes se sabem o que têm de fazer para poder receber a TDT em sua casa (P.12): 55.4% responderam não saber o que fazer para ter TDT, contra 44.6% de respostas afirmativas. Em relação aos dados apurados em Janeiro de 2011 e divulgados em Março, 84.1% dos inquiridos sem TV paga afirmaram desconhecer o que deviam fazer para receber televisão digital terrestre. Deste modo, verifica-se um decréscimo significativo da percentagem de pessoas que não sabe o que fazer para ter TDT, mas ainda assim 55.4% é um valor que pode ser considerado como preocupante, atendendo a que faltam 3 meses para a primeira fase do desligamento do sinal analógico de TV - que vai afectar a maioria da população Portuguesa.

Mais concretamente, estes inquiridos foram questionados sobre quais os procedimentos que consideram ser necessários para receber a TDT em casa (P.13), ao que 44.6% responderam não saber se é necessário adaptar antena e 17.8% referem ser um procedimento necessário, 38.9% indicaram não saber se é necessário ter uma caixa descodificadora e 55.2% respondem que tal é necessário e 37.2% dos inquiridos afirmaram não saber se é necessário comprar um televisor novo, enquanto que 38.5% responderam ser necessário.           



INTENÇÃO DE AQUISIÇÃO DE TV DIGITAL E TDT           

Aos 425 inquiridos que responderam não ter TV paga e receber TV analógica tradicional (35.3% da amostra total de participantes com TV em casa), perguntou-se se estão a ponderar adquirir ou subscrever equipamentos e serviços de recepção de TV digital nos próximos 12 meses (P.15)[2]:           
- 16.2% pensam comprar um novo televisor, que tenha TDT integrada,
- 24.2% ponderam comprar uma caixa descodificadora de TDT,
- 6.8% têm a intenção de subscrever um serviço de TV por cabo,           
- 0.2% projectam subscrever um serviço de TV por fibra-óptica,           
- 0.5% planeiam subscrever um serviço de TV por satélite,           
- nenhum dos inquiridos identificou a opção “IPTV ou ADSL”,           
- 11.3% afirmaram não ter intenção de aquisição de equipamentos e serviços de recepção de TV digital (representam 4% da amostra total do inquérito),           
- 46.4% não sabem ou não responderam a esta questão.           

Em comparação com os dados apurados em Novembro do ano passado, os 525 inquiridos sem TV paga e com recepção de TV analógica por antena tradicional responderam do seguinte modo:           
- 7.8% previam optar pela aquisição de um televisor com TDT integrada;           
- 8% manifestaram estar inclinados para comprar uma caixa descodificadora de TDT,
- 5.8% ponderavam optar pela subscrição de TV por cabo,            
- 1.3% consideraram a possibilidade de ter TV por fibra óptica,           
- 0.4% ponderavam a opção TV satélite           
- nenhum dos inquiridos identificou a opção “IPTV ou ADSL”,           
- 34.1% dos inquiridos afirmaram não ter intenção de adquirir nenhum dos principais equipamentos e/ou serviços de TV digital,           
- 45.5% não sabem ou não responderam se têm intenção de adquirir equipamentos e/ou serviços de TV digital nos próximos 12 meses.           

Assim, regista-se um incremento substancial da intenção de compra caixas descodificadoras e televisores com TDT integrados por parte dos inquiridos sem TV paga e que recebem TV através analógica terrestre, que passa de 8% para 24.2% no caso dos descodificadores e de 7.8% para 16.2% no caso dos televisores com TDT. Porém, a percentagem destes inquiridos que não sabe ou que não responde a esta questão manteve-se praticamente igual neste intervalo de 10 meses: 45.5% em Novembro de 2010 e 46.4% em Setembro de 2011. Ainda, manteve-se igual a percentagem de respondentes que indicou ter intenção de subscrever um serviço de TV paga (TV por cabo, satélite, IPTV, fibra-óptica): 7.5% em Novembro de 2010 e 7.5% em Setembro de 2011.           

Estes mesmos 425 participantes do estudo de Setembro passado foram ainda convidados a responder quando pensam comprar um televisor ou caixa descodificadora para ter TDT (P.16), tendo respondido desta forma:            
- 1.9% daqui a 3 meses,           
- 2.8% daqui a 6 meses,           
- 1.2% daqui a 1 ano,           
- 37.2% só quando for obrigatório,           
- 6.3% nunca,

- 0.7% já adquiriram,           
- 0.2% deram outra resposta,           
- 49.6% não sabem ou não respondem a esta questão.

No estudo aplicado em Novembro de 2010, dos inquiridos sem TV paga e com recepção de TV analógica terrestre, 53.1% não sabiam ou não responderam quando pensavam comprar um televisor ou caixa descodificadora de TDT, pelo que se regista um ligeiro decréscimo neste indicador. Já 30.5% destes inquiridos afirmaram que o fariam só quando fosse obrigatório, valor que aumentou no inquérito de Setembro de 2011, para 37.2%. Ainda, no estudo de Novembro de 2010, 12.4% afirmaram que nunca irão comprar um televisor ou caixa descodificadora de TDT, enquanto que em Setembro de 2011 essa percentagem diminuiu para 6.3%, o que é uma descida substancial: tal número de inquiridos representa 2.2% da amostra total de 1.202 participantes.



MOTIVOS PARA OBTER TDT E O DIVIDENDO DIGITAL           

Para tentar apurar quais os motivos que podem levar os espectadores que recebem em exclusivo TV analógica terrestre em casa, perguntou-se qual o principal motivo para ter TDT (P.17)            :
- 13.2% indicaram a qualidade de imagem e som em relação à TV analógica,
- 39.3% responderam
porque o sinal analógico de TV vai ser desligado em breve,
- 3.5% porque tem TV de alta definição gratuita,           
- nenhum dos inquiridos escolheu a opção “porque tem serviços de interesse, como o guia TV”,            
- 12.5% não identificaram nenhum motivo para ter TDT,           
- 0.7% apontaram outras razões,           
- 33.2% não sabem ou não respondem qual o motivo para ter TDT.

No inquérito aplicado em Novembro de 2010, quanto ao principal motivo para ter TDT, 36.5% dos inquiridos sem TV paga e que recebem TV analógica terrestre tradicional não sabem ou não respondem a esta questão, enquanto que 25.7% dos inquiridos apontaram o corte do sinal analógico como principal motivo para ter TDT. Ainda neste inquérito de Novembro, 23.6% destes inquiridos afirmaram não encontrar nenhum motivo para ter TDT, tendo a qualidade de imagem e som sido foi apontada como principal motivo por 13.7% dos participantes e 1.9% identificaram o acesso gratuito a TV de alta definição.            

Finalmente, todos os participantes no inquérito com TV foram convidados a expressar a sua opinião sobre os usos a dar ao dividendo digital, já que com o desligamento do sinal analógico de TV vai passar a haver mais capacidade para distribuição de conteúdos e serviços através da TV digital terrestre. Ainda, no inquérito explicou-se que não vai haver capacidade suficiente para todos estes serviços, tendo o Governo que decidir sobre quais os serviços a serem fornecidos e, finalmente, procedeu-se a uma descrição genérica de cada um dos principais tipos de usos do dividendo digital, com base no estudo da Ofcom (2006) Digital Dividend Review[3].            

Em primeiro lugar, dos 1.202 inquiridos, 48.6% consideraram como muito importante ou importante que o dividendo digital seja utilizado para novos canais de TV local ou regional. De seguida, 47.8% são de opinião de que é muito importante ou importante usar o dividendo digital para canais de alta definição (HD), enquanto que 47.4% consideraram como muito importante ou importante ter mais canais de televisão nacionais e estrangeiros. Em quarto lugar está a internet de banda-larga móvel, com 39.9% dos participantes a expressarem ser importante ou muito importante que este uso seja dado ao espectro radioeléctrico libertado com o desligamento do sinal analógico de TV. Segue-se a disponibilização de serviços e conteúdos interactivos - tais como o guia de programação TV, obter informação sobre saúde, serviços para pessoas com deficiências visuais e auditivas - com 35.6% dos inquiridos a considerarem este tipo de uso como muito importante ou importante. Em último lugar das preferências encontra-se o mobile TV, com 26.4% os inquiridos a considerarem o acesso à TV através do telemóvel e outros equipamentos portáteis como uma aplicação importante ou muito importante do dividendo digital.



Estes são os resultados gerais de um inquérito quantitativo aplicado a uma amostra representativa da população portuguesa, constituída por 1.207 indivíduos com mais de 18 anos (inclusive), de 16 a 27 de Setembro de 2011.            

Este inquérito faz parte do projecto de investigação “iDTV-Health” (UTA-Est/MAI/0012/2009). O projecto é coordenado pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias.           



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CONTACTOS

Manuel José Damásio           
Investigador Principal – iDTV-HEALTH           
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias           
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Célia Quico           
Coordenação-Geral – iDTV-HEALTH           
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias           
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DADOS METODOLÓGICOS


Universo

O Universo é constituído por indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal Continental.


Amostra
A amostra é constituída por 1.207 indivíduos.

Os respondentes foram seleccionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruzou as variáveis Sexo, Idade, Instrução (homens), Ocupação (mulheres), Região e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais.

A informação foi recolhida através de entrevista directa e pessoal, em total privacidade, pela empresa de estudos de mercado GfK

O trabalho de campo decorreu entre 16 a 27 de Setembro de 2011.



[1] Nota: em introdução a esta questão, os inquiridos foram informados pelos entrevistadores que o “switchover digital” é o nome dado ao processo em que a transmissão televisiva analógica é convertida em transmissão digital e que, caso não adapte o televisor e se não tiver TV por subscrição, tal significa que vai deixar de receber a RTP, SIC e TVI.

[2] Nota: no decorrer do inquérito foi explicado aos participantes o que é a TV digital e a TDT, bem como que a TDT vem substituir as actuais emissões analógicas e que para ter TDT será necessário comprar uma caixa descodificadora ou comprar um televisor já preparado para receber TDT.

. Relatório para Ofcom. Disponível online: http://stakeholders.ofcom.org.uk/consultations/ddr/mktresearch/


 

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